Por: Francisco Reis Da Revista Caminhoneiro.
Isso acontece com os caminhões fabricados na Europa. Grandes, bonitos, potentes e com alta tecnologia, são o sonho de qualquer caminhoneiro.
Quem teve a oportunidade de ir ao 62º Salão Internacional de Veículos Comerciais (IAA), maior salão de transporte do mundo, realizado em Hannover, Alemanha, no ano passado, pôde ver veículos modernos, potentes e que devem fazer parte do cotidiano brasileiro dentro de alguns anos.
A diferença tecnológica entre os caminhões produzidos no Brasil e na Europa já não é tão grande. Nossa indústria tem todas as condições para produzir o mesmo caminhão com os mesmos níveis de exigência, qualidade e tecnologia que os europeus. A grande pergunta é: o consumidor estaria disposto a pagar por essas inovações?
A potência dos caminhões europeus chega a 680 cavalos, como é o caso do MAN V8. Isso mesmo sendo desnecessário, uma vez que o peso transportado é bem menor do que o que se transporta no Brasil. A explicação é simples. Como os caminhoneiros não ultrapassam o limite de velocidade, precisam andar rápido a maior parte do tempo, e isso requer potência.
A nova corrida agora é para saber quem colocará no mercado o caminhão movido a combustível alternativo mais eficiente e ao menor custo. A Freightliner, do grupo Daimler, apresentou um caminhão híbrido, funcionando com diesel e eletricidade.
A Sterling, também do grupo Daimler, mostrou uma opção ao diesel, um modelo movido a gás natural. A Volvo, a Mercedes-Benz e a Renault também apresentaram seus modelos híbridos. Mas quem mais ousou, foi a Mitsubishi Fuso Canter, com um modelo futurístico, movido apenas a eletricidade. Para isso foram desenvolvidas baterias compactas, leves e de alta performance garantida por um longo percurso.
O futuro pode não estar tão longe assim. A proximidade e a certeza do término do petróleo obrigam as empresas a procurarem novas alternativas de combustível. Pois, se sem caminhoneiro o Brasil pára, sem caminhão o mundo pára. |